JUSTIÇA ÀS AVESSAS


Vlado ainda vive: hoje o jornalista dá nome a um dos prêmios mais importantes do jornalismo brasileiro e inspira movimentos em defesa dos direitos humanos no país.

Arquivado. Esse foi o desfecho do processo de investigação da morte do jornalista Vladimir Herzog durante a ditadura militar. A juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, provou que não conhece a história do Brasil ao alegar que a morte de Vlado não pode ser classificada como crime contra a humanidade e, por ter ocorrida há mais de 20 anos, está prescrita.

Procuradores federais sustentavam a imprescritibilidade de crimes contra a humanidade e queriam que o processo fosse reaberto. Foi. Mas agora a juíza rejeitou o pedido dos procuradores.

A alegação da magistrada é que "a única norma em vigor no plano internacional a respeito do tema é aquela contida na convenção sobre a imprescritibilidade dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade, vigente a partir de 11 de novembro de 1970, uma vez que o relatório da Comissão de Direito Internacional, criada para identificar os princípios de Direito Internacional reconhecidos no estatuto do Tribunal de Nuremberg e definir quais seriam aqueles delitos, nunca chegou a ser posto em votação [no Braisl]".

Essa decisão me lembra uma conversa com um jovem jurista cujo nome não me vem à memória. Ele dizia que quem julga precisa de sensibilidade. O direito não é uma ciência exata. É humana. E, neste caso, qualquer sensibilidade optaria por fazer justiça, mesmo depois de mais de três décadas, pois Vladimir Herzog foi brutalmente torturado e assassinado em uma das selas do então DOI-CODI, em São Paulo.

Não se trata de justiça apenas a Vlado. Mas ao Brasil. Dos países que viveram uma ditadura militar na América, o nosso é o único que ainda não identificou, julgou e condenou os responsáveis pelas mortes ocorridas durante o regime. Essa mancha na história do Brasil pode até sumir com o tempo, mas não sem antes ser esclarecida para toda a sociedade.



Escrito por Victor Ferreira às 13h04
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A TAL DAS FÉRIAS


Férias: sombra e água fresca

Ontem, assistindo ao programa Alternativa Saúde, do canal pago GNT, vi uma definição interessante de férias: comer quando se tem fome, dormir quando se tem sono, acordar quando o corpo quiser. Concordo com tudo isso, embora eu não tenha seguido muito bem esses mandamentos durante os quase 30 dias que fiquei "off-line". Houve noites sem dormir, algumas auroras forçadas e pelo menos uma novidade que vai mudar 2009. Mas, tudo bem, afinal de contas as minhas já acabaram mesmo - pelo menos em relação ao blog.

O psicoterapeuta do trabalho, George Vittorio é que tão bem definiu as tão esperadas férias. Para ele, nesse período devemos sair da rotina na qual vivemos durante o ano e, sobretudo, nem sequer pensar nela. Viagens frenéticas, que buscam conhecer o maior número de lugar no menor tempo, também podem estressar mais que relaxar. Claro que se deve respeitar as particularidades de cada um, mas o importante é que se dedique as férias a atividades que deem prazer sem "sucatear" o corpo ou a mente.

Leva alguns dias até que se consiga sair da rotina e entrar em clima de férias. Como também leva dias até que a rotina volte ao normal, quando a "mamata" acaba. E aí: muito trabalho até o ano seguinte. Mas, afinal, quem é que decidiu que 30 dias de descanso por ano é o ideal? Que 40 é muito e 20, pouco? Não sei! De qualquer maneira, felizes os que podem tirar suas férias como bem entendem e ter um descanso de 10 dias a cada quatro meses, por exemplo. Segundo Vittorio, um descanso menor com frequência maior satisfaz mais o corpo.

Como o leitor pode ver, os posts sobre os mais diversos assuntos estão de volta. Para ir voltando à rotina, nada melhor que falar das férias. Já estou com saudades das minhas.



Escrito por Victor Ferreira às 22h28
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Victor Ferreira é estudante de Jornalismo e mora em São Paulo. Saiba +

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